Gangues fazem mais de 40 guardas reféns em prisões na Guatemala

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

No último sábado, 17 de janeiro, membros das gangues Barrio 18 e Mara Salvatrucha (MS-13) amotinaram-se em várias prisões da Guatemala, fazendo mais de 40 guardas reféns. A ação é um protesto contra a transferência de seus líderes para um presídio de segurança máxima. As autoridades confirmaram que até o momento não há feridos ou mortes relacionadas ao motim.

As gangues, consideradas organizações terroristas pelos Estados Unidos e pela Guatemala, têm um histórico de crimes graves, como assassinatos, extorsão e tráfico de drogas. O ministro do Governo, Marco Antonio Villeda, afirmou que o governo não negociará com os amotinados, ressaltando que não irá restituir privilégios aos presos até que os reféns sejam liberados. O diretor do sistema prisional informou que os guardas estão distribuídos em diferentes centros prisionais, incluindo Renovación I e Fraijanes II.

O governo guatemalteco enfrenta um desafio significativo com a crescente violência nas prisões, que já resultou em episódios fatais no passado. Em outubro, uma fuga de líderes da gangue Barrio 18 levou a uma revisão das medidas de segurança. A situação atual evidencia a tensão entre o governo e as gangues, com implicações diretas para a segurança pública e a política penitenciária do país.

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