Mudanças de hábitos ameaçam consumo de alimentos no Brasil em 2026

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Uma nova pesquisa aponta que o consumo de alimentos no Brasil poderá enfrentar dificuldades em 2026, em meio a hábitos emergentes, como o uso de canetas emagrecedoras e o aumento de apostas online. A inflação e os juros elevados têm pressionado o orçamento das famílias, levando a uma mudança no comportamento de compra, onde os consumidores estão gastando menos e adquirindo mais categorias de produtos. A isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil e a Copa do Mundo não garantem um crescimento no varejo, conforme afirmam especialistas.

A análise da Worldpanel by Numerator indica que, apesar de uma expectativa de renda extra, os consumidores estão segmentando suas compras para caber no orçamento. O gerente de relacionamento bancário e usuários de canetas emagrecedoras relatam uma transformação significativa em seus hábitos alimentares e de consumo, reduzindo compras de produtos industrializados e priorizando alimentos saudáveis. Essa mudança pode ter implicações para o mercado alimentício e para a indústria farmacêutica, que está se beneficiando do aumento no uso desses medicamentos.

Além das canetas emagrecedoras, o crescimento das apostas online tem impactado o consumo familiar, com os gastos com bets aumentando de R$ 426 milhões em dezembro de 2022 para até R$ 3 bilhões em 2025. Especialistas ressaltam que cada ponto percentual de aumento nas apostas pode elevar a inadimplência, que já está em níveis altos. A combinação desses fatores sugere que o cenário para o varejo de alimentos em 2026 será desafiador, exigindo adaptação dos comerciantes às novas demandas dos consumidores.

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