A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a eleição indireta em Alagoas, após a renúncia do governador Renan Filho, pode servir de referência para o Rio de Janeiro em um cenário semelhante. O STF estabeleceu critérios de elegibilidade e o rito de votação, que devem ser seguidos pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na eventual sucessão de Cláudio Castro.
No caso de Alagoas, a Assembleia, dominada por aliados de Renan, enfrentou um impasse quando partidos da oposição questionaram a legalidade do processo eleitoral. A suspensão da votação pelo STF exigiu ajustes nas regras, resultando em uma nova data para a eleição de Paulo Dantas. Esse contexto pode se repetir no Rio, onde a aplicação das novas diretrizes pode excluir candidatos como os secretários estaduais Nicola Miccione e Douglas Ruas.
Além disso, o STF determinou que as candidaturas em eleições indiretas devem ser apresentadas em chapas completas, incluindo governador e vice. Essa mudança visa evitar atrasos no processo eleitoral e agilizar a escolha dos representantes. Com as novas regras, o cenário político no Rio de Janeiro pode passar por significativas transformações, dependendo da resposta da Alerj às diretrizes estabelecidas pela corte.

