O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um convite ao Brasil para integrar o novo Conselho da Paz, o que gerou um intenso debate dentro do governo federal. Esta discussão deve ocorrer na próxima semana, conforme analisado no programa Ponto de Vista, da revista VEJA, em uma entrevista com o cientista político Rodrigo Prando. O convite é visto como uma jogada política que pode ter consequências significativas na política interna brasileira.
Rodrigo Prando argumenta que a criação do conselho foi feita de forma pouco convencional e que Trump busca centralizar o protagonismo da iniciativa. Ele alerta que, ao aceitar o convite, o Brasil poderia estar se submetendo a uma estrutura dominada pelo presidente americano, com investimentos estimados em 1 bilhão de dólares. A participação no conselho, segundo o especialista, teria um caráter majoritariamente consultivo, mas com forte controle por parte de Trump.
Além disso, a adesão ao conselho pode afetar a política interna brasileira em um ano eleitoral, conforme destacado por Prando. A participação em uma iniciativa liderada por Trump poderia gerar desgaste político para o governo, que já se preocupa com questões como soberania e justiça tributária. Dessa forma, a decisão sobre o convite pode ter implicações profundas tanto no cenário internacional quanto na dinâmica política do Brasil.

