O deputado federal Sanderson, do PL do Rio Grande do Sul, protocolou nesta quinta-feira (22) solicitações de investigação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. O parlamentar alega que há indícios de uma possível participação do ministro na aquisição do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.
Sanderson afirma que a possível participação de Toffoli no empreendimento pode configurar uma “sociedade de fato oculta”, o que, se provado, violaria a Lei Orgânica da Magistratura Nacional. Essa legislação proíbe ministros do STF de exercer atividades comerciais ou participar de sociedades, exceto como acionistas ou quotistas. As alegações levantadas pelo deputado geram discussões sobre a ética e a transparência no judiciário brasileiro.
O futuro do caso agora depende da resposta dos órgãos competentes sobre os pedidos de investigação. A apuração poderá ter repercussões significativas na imagem do STF e na confiança do público na Justiça, especialmente em um momento em que a integridade das instituições é frequentemente questionada. Assim, os desdobramentos dessa situação serão observados com atenção por parte da sociedade e da mídia.

