Em uma reunião recente em Davos, na Suíça, líderes europeus expressaram sua determinação em rejeitar as ameaças de Donald Trump sobre a Groenlândia, uma região semiautônoma da Dinamarca. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que a Grã-Bretanha não cederá à pressão americana, refletindo uma nova postura ao fim de um ano de diplomacia hesitante.
O contexto dessa mudança se dá após Trump reviver a polêmica exigência de que os Estados Unidos devem governar a Groenlândia, o que alarmou diversos países da União Europeia e levou a uma série de declarações contundentes contra a política externa americana. A crescente pressão interna nos EUA, com eleições se aproximando e uma economia em dificuldades, também influencia a dinâmica, tornando Trump mais vulnerável a críticas internacionais.
A nova postura dos líderes europeus sugere uma tentativa de estabelecer limites claros em relação ao comportamento de Trump, que historicamente se mostrou transacional e desinteressado por convenções diplomáticas. Essa unidade europeia pode ter implicações significativas para futuras interações entre os Estados Unidos e a Europa, especialmente se forem necessárias medidas coletivas para enfrentar novos desafios geopolíticos.

