Mark Carney, ex-governador do Banco da Inglaterra, fez um pronunciamento impactante durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, ao afirmar que a ordem baseada em regras está ‘desvanecendo’. Este foi o primeiro momento em que um líder ocidental reconhece abertamente a crise que permeia as instituições internacionais, sugerindo que a ‘ruptura’ nesse sistema é irreversível. Carney destacou que muitos já acreditavam que essa ordem havia expirado, dependendo do momento considerado como ponto de virada.
A ordem internacional, segundo Carney, é composta por várias camadas e mecanismos que garantem a estabilidade política e a promoção de interesses econômicos mútuos entre países poderosos. Instituições como a União Europeia, a OTAN, as Nações Unidas, a Organização Mundial do Comércio e o Fundo Monetário Internacional são parte essencial desse arranjo. No entanto, o reconhecimento público de sua fragilidade pode levar a uma reavaliação das estratégias de cooperação entre nações, especialmente em um cenário de crescente instabilidade global.
As implicações desse discurso podem ser profundas, refletindo uma necessidade urgente de adaptação às novas realidades geopolíticas. À medida que as estruturas tradicionais enfrentam desafios sem precedentes, a forma como os países se relacionam e colaboram poderá sofrer mudanças significativas. A sobrevivência das instituições internacionais pode depender não apenas do reconhecimento de sua crise, mas também da disposição dos líderes em reimaginar e revitalizar esse sistema em evolução.

