O conservador Nasry Asfura foi empossado presidente de Honduras na terça-feira (27), com uma agenda fortemente alinhada aos Estados Unidos. Esta mudança ocorre em um contexto de desafios econômicos e de segurança, enquanto o país enfrenta altas taxas de pobreza e violência. A nova administração promete um estreitamento das relações comerciais com os EUA e uma reavaliação dos compromissos estabelecidos com a China, que incluem a possível retomada de laços com Taiwan.
Asfura, que obteve apoio do ex-presidente Donald Trump, chega ao poder após uma eleição conturbada marcada por alegações de fraude. Sua vitória representa uma mudança após quatro anos de governo de esquerda e sinaliza um novo alinhamento político na América Latina, onde a direita tem ganhado força. Ele também deverá enfrentar a crítica situação de segurança, caracterizada pelo domínio de gangues e o impacto do narcotráfico nas instituições do país.
Além dos desafios internos, Asfura precisa lidar com a dependência econômica de Honduras em relação aos Estados Unidos, especialmente devido às remessas de migrantes que representam uma parte significativa do PIB nacional. Apesar das promessas de cooperação em segurança, a administração anterior enfrentou críticas por indultar um ex-presidente envolvido em corrupção. O sucesso da nova gestão dependerá de sua capacidade de restaurar a confiança pública e implementar medidas eficazes contra a violência e a pobreza.

