PF investiga campanha de desinformação contra o Banco Central

Sofia Castro
Tempo: 1 min.

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar uma suposta campanha coordenada de ataques nas redes sociais contra o Banco Central e seu presidente, Gabriel Galípolo. A investigação foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli e busca apurar se influenciadores digitais receberam pagamentos para divulgar críticas e informações distorcidas sobre a política monetária do Brasil.

A apuração se concentra na identificação dos financiadores dessas publicações, após denúncias sobre o uso de perfis com grande alcance que publicaram conteúdos semelhantes que visavam desgastar a imagem da gestão de Galípolo. Os investigadores estão buscando notas fiscais e contratos de agências de marketing que gerenciam esses influenciadores, alinhando esta investigação a outros inquéritos sobre desinformação em andamento no Supremo Tribunal Federal.

O foco da investigação não é a crítica política, que é assegurada pela liberdade de expressão, mas a falta de transparência no financiamento e a possibilidade de uma estrutura organizada para difamar servidores públicos e instituições. Se forem encontrados indícios de uso de recursos ilícitos ou práticas de calúnia, os envolvidos poderão ser responsabilizados por associação criminosa.

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