O governo do Talibã, em um movimento alarmante, proibiu todas as mulheres afegãs de qualquer contato com escolas e instituições educacionais. Este edito, o mais severo até agora, torna o Afeganistão o único país onde as meninas estão completamente excluídas da educação secundária. Essa decisão reflete a crescente repressão de gênero sob o regime talibã e a vitória da facção clerical de Kandahar sobre os ministros de Cabul.
A nova política de exclusão educacional é considerada um exemplo extremo do que muitos têm chamado de “apartheid de gênero”. Essa repressão sistemática não apenas limita o acesso das mulheres à educação, mas também as marginaliza ainda mais na vida pública. A situação se agrava em meio a um contexto diplomático em que potências globais renovam laços, enquanto outras tentam negociar a deportação de migrantes, ignorando as violações de direitos humanos que ocorrem no Afeganistão.
As consequências dessa repressão são profundas e podem resultar em uma classificação de crime contra a humanidade por autoridades legais da ONU. O líder supremo do Talibã, Hibatullah Akhundzada, avança em sua agenda de apagar a presença das mulheres na sociedade. A comunidade internacional enfrenta o desafio de responder a essas violações, enquanto a pressão aumenta sobre governos e instituições para que tomem medidas efetivas em defesa dos direitos humanos no país.

