Moraes nega visitas de Valdemar Costa Neto e Magno Malta a Bolsonaro

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou novamente nesta quinta-feira (29) a visita de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime fechado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. A negativa se deve ao fato de Costa Neto estar sob investigação, relacionado aos mesmos crimes que levaram à condenação de Bolsonaro. Essa decisão se alinha a um contexto de vigilância rigorosa sobre os contatos do ex-presidente, visando preservar a integridade da investigação em curso.

Além de Costa Neto, Moraes também impediu a visita do senador Magno Malta, do PL-ES, que tentou acessar a unidade prisional sem a devida autorização, o que foi considerado um ato que poderia comprometer a segurança do local. No entanto, o ministro autorizou as visitas de outros parlamentares, como o deputado Hélio Lopes (PL-RJ) e o senador Wilder Morais (PL-GO), reconhecendo a importância das conexões políticas para Bolsonaro. O ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses, mantém um papel ativo na política, especialmente em um momento crucial para as eleições de 2026.

A recusa às visitas de Costa Neto e Malta ocorre em um período decisivo, com o ex-presidente se preparando para receber o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um potencial candidato nas próximas eleições. Essa interação é vista como um movimento estratégico para fortalecer alianças políticas, especialmente após a indicação de seu filho, Flávio Bolsonaro, como candidato à presidência. Além disso, Moraes autorizou caminhadas e assistência religiosa ao ex-presidente, equilibrando a segurança com a necessidade de dignidade no tratamento de detentos.

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