IGP-M registra alta em janeiro, mas acumula queda anual

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a ‘inflação do aluguel’, iniciou 2026 com um aumento de 0,41%, após uma leve queda de 0,01% em dezembro de 2025. No entanto, ao considerar o acumulado em 12 meses, o indicador mostra uma diminuição de 0,91%, representando uma tendência de queda que se estende por três meses consecutivos. Os dados foram divulgados no dia 29 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), localizado no Rio de Janeiro.

O IGP-M é amplamente utilizado como referência para o reajuste anual de contratos de aluguel e tarifas públicas. Seu cálculo é baseado em três componentes principais: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem maior peso, seguido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Em janeiro, o IPA cresceu 0,34%, impulsionado por aumentos nos preços de commodities como minério de ferro e carne bovina, enquanto o IPC subiu 0,51%, refletindo pressões em serviços educacionais e combustíveis.

Embora o IGP-M tenha registrado um índice acumulado negativo, isso não garante uma redução nos aluguéis, pois muitos contratos contêm cláusulas que asseguram reajustes apenas em caso de variações positivas do índice. A coleta de dados para o IGP-M abrange várias capitais brasileiras, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, e foi realizada entre 21 de dezembro de 2025 e 20 de janeiro de 2026. As implicações dessa dinâmica nos preços dos aluguéis e serviços essenciais ainda estão sendo analisadas pelos especialistas do setor.

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