O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva na quinta-feira (29) que permite a imposição de tarifas adicionais sobre importações de países que fornecem petróleo a Cuba. A medida é uma resposta a uma suposta emergência nacional, que Trump afirma ser uma ameaça à segurança nacional e à política externa dos EUA. Isso ocorre em um contexto de crescente tensão entre Washington e Havana, especialmente após o recente agravamento do embargo econômico imposto por mais de seis décadas.
A ordem executiva busca pressionar aliados de Cuba, incluindo o México, que, segundo a presidente Claudia Sheinbaum, continuará a enviar petróleo à ilha. Ela afirmou que os envios ocorrem tanto por contratos comerciais quanto por ajuda humanitária, a qual, segundo ela, nunca foi interrompida. O posicionamento do governo mexicano surge em meio a relatos de que os EUA teriam pressionado o México para suspender os envios de petróleo a Havana.
As tensões entre os dois países aumentaram desde janeiro de 2025, quando o atual governo dos EUA intensificou seu embargo contra Cuba. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, rebateu as sugestões de Trump sobre negociações, afirmando que Washington não tem autoridade moral para impor acordos à ilha. Essa situação destaca a fragilidade das relações entre os EUA e Cuba, com implicações significativas para a política regional e potencialmente para a segurança internacional.

