O governo espanhol, liderado por Sánchez, se vê sob intensa pressão após dois acidentes de trem que resultaram em múltiplas fatalidades. O primeiro incidente ocorreu em Adamuz, na Andaluzia, onde um trem descarrilou e colidiu com outro, causando a morte de 45 pessoas. O segundo acidente, em Catalunha, foi provocado pelo desabamento de uma parede durante condições climáticas adversas, resultando na morte do maquinista de um trem de passageiros.
O sistema de trens de alta velocidade da Espanha é o mais extenso da Europa e o segundo maior do mundo, após a China, servindo como um símbolo do progresso nacional. Entretanto, as críticas apontam que a prioridade tem sido a abertura de novas linhas em detrimento da manutenção das já existentes. Isso levanta sérias preocupações sobre a segurança e a operação da rede ferroviária, que já enfrentava problemas de atrasos e falhas nos últimos anos.
As tragédias recentes provocaram uma paralisação total da rede local por vários dias, intensificando o debate sobre a eficácia das políticas de transporte. A situação exige uma revisão urgente das prioridades do governo em relação à infraestrutura ferroviária, para garantir a segurança dos passageiros e a sustentabilidade do sistema. O futuro da rede de alta velocidade pode depender de uma mudança significativa nas abordagens adotadas pelos legisladores.

