CVC vê ações dispararem apesar de processo da CVM contra ex-CEO

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

As ações da CVC Brasil (CVCB3) encerraram o pregão de 30 de janeiro de 2026 em alta de 17,49%, atingindo o valor de R$ 2,62. Essa valorização ocorre em meio a um processo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que acusa o ex-CEO Luiz Fernando Fogaça de inconsistências contábeis que totalizam R$ 362 milhões entre 2015 e 2019, revelando fraudes que beneficiaram executivos da companhia.

A acusação, formalizada em dezembro de 2025, ressalta irregularidades que remontam à gestão anterior da empresa. Especialistas, como Felipe Sant’Anna e Caroline Sanchez, observam que a alta das ações não indica uma mudança estrutural na percepção do mercado, mas pode ser reflexo de ajustes técnicos e uma resposta a um cenário de incertezas que já havia sido precificado pelos investidores. A gestão atual, liderada por um novo CEO, busca distanciar a empresa das questões do passado.

Os analistas também destacam que a volatilidade das ações provavelmente aumentará à medida que o processo avança, podendo resultar em multas e proibições para a empresa. A CVC, por sua vez, continua a implementar uma estratégia operacional visando 2026, que inclui uma nova abordagem de consultoria. A companhia se manifestou, afirmando que ainda não recebeu intimações formais sobre o processo em questão.

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