Comunidade chilena opera chatbot humano para destacar custos da IA

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Cerca de 50 moradores de Quilicura, município próximo a Santiago, participaram de um evento inovador que consistiu em operar um chatbot totalmente humano. Durante 12 horas, a equipe respondeu a mais de 25.000 solicitações, destacando a pegada hídrica associada ao uso de inteligência artificial em data centers. A iniciativa surgiu como uma resposta aos crescentes custos ambientais da tecnologia, especialmente em regiões com escassez de recursos hídricos.

Os organizadores, liderados por Lorena Antiman, esclareceram que o projeto não se opõe à inteligência artificial, mas busca promover um uso mais consciente e responsável da tecnologia. Durante o evento, os participantes não apenas geraram respostas, mas também se engajaram em diálogos sobre a cultura local, como o preparo de pratos típicos. Essa abordagem humanizada contrasta fortemente com a expectativa de respostas instantâneas que os usuários normalmente têm ao usar chatbots convencionais.

O debate sobre os impactos ambientais da inteligência artificial é particularmente relevante no Chile, onde a escassez de água tem sido um problema crescente. Gigantes da tecnologia, como Google e Amazon, têm investido em data centers na região, mas enfrentam críticas e desafios legais relacionados ao uso excessivo de recursos hídricos. A experiência em Quilicura pode servir como um alerta sobre a necessidade de um equilíbrio entre inovação tecnológica e a sustentabilidade ambiental.

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