O Grupo Fictor solicitou recuperação judicial no dia 1º de fevereiro, em resposta a uma grave crise de liquidez que se intensificou após o anúncio de sua proposta de compra do Banco Master. A situação se agravou com a decisão do Banco Central de liquidar o Master, resultando em um êxodo de investidores que retiraram 70% dos recursos, cerca de R$ 2 bilhões, conforme relatado pelo advogado da empresa.
A recuperação judicial abrange as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, que enfrentam dívidas superiores a R$ 4 bilhões. O grupo se comprometeu a quitar suas obrigações sem descontos, estabelecendo um limite de até cinco anos para os pagamentos. Além disso, a reestruturação foi impulsionada por um investidor internacional, Royal Capital, que está envolvido na aquisição do Banco Master.
Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo impôs um bloqueio cautelar de R$ 150 milhões dos ativos da Fictor, visando preservar garantias financeiras relacionadas a um contrato de operação de cartões de crédito. A expectativa é que o pedido de recuperação judicial seja apreciado rapidamente, possibilitando ao grupo traçar um caminho para a recuperação e a continuidade de suas operações no setor de pagamentos, onde já movimentou significativas quantias em transações.

