A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) retoma suas atividades na tarde de terça-feira, 3, focando na coleta de assinaturas para a criação de uma CPI destinada a investigar o Rioprevidência. O deputado Flávio Serafini, do PSOL, busca o apoio necessário, totalizando 24 assinaturas, para apurar o impacto financeiro e os problemas relacionados ao fundo de aposentadorias dos servidores estaduais, especialmente os investimentos feitos no grupo Master.
A expectativa é que a recente prisão do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, ajude a angariar apoio entre os deputados, incluindo aqueles que fazem parte da base do governo de Cláudio Castro (PL). A CPI se propõe a investigar não apenas a magnitude do rombo financeiro, mas também as práticas que levaram à indução de aposentados a contrair empréstimos, o que agrava a situação financeira do fundo.
A mobilização para a CPI enfrenta desafios, uma vez que a oposição precisa do apoio de deputados do PT e do PSD, cujas coligações têm sido historicamente complicadas em escândalos anteriores. A criação da CPI é vista como uma medida necessária para assegurar a transparência e a responsabilização na gestão do Rioprevidência, especialmente em um momento em que o fundo gerou preocupação significativa entre os servidores e a população em geral.

