A palestina Rotana Al Riqib relata que sua volta a Gaza foi “uma viagem humilhante”, após a reabertura limitada da passagem fronteiriça de Rafah com o Egito. Na segunda-feira (2), cerca de 20 palestinos, incluindo mulheres e crianças, retornaram a uma região devastada, onde a alegria do reencontro foi ofuscada por experiências traumáticas durante o trajeto. O controle rigoroso das autoridades israelenses trouxe desafios significativos, incluindo revistagens e confisco de pertences pessoais.
O retorno ocorreu em meio a relatos de dificuldades enfrentadas pelos passageiros, que descreveram revistas minuciosas e a proibição de levar itens básicos, como comida e água. Muitas famílias se reuniram em emoção, porém, a situação em Gaza permanece alarmante, com milhares de palestinos desejando deixar a região por motivos de saúde e segurança. A necessidade de assistência médica é crítica, com cerca de 20 mil pacientes aguardando tratamento no território.
Enquanto os retornos continuam, a reabertura da fronteira se limita a um fluxo controlado, refletindo a resistência do Egito em acolher um deslocamento em massa. A pressão internacional por uma abertura mais ampla da fronteira para permitir a entrada de ajuda humanitária se intensifica, especialmente diante da grave crise humanitária que afeta a população de Gaza. As consequências desse cenário indicam que a luta por melhores condições e direitos humanos para os palestinos ainda está longe de ser resolvida.

