De acordo com dados do microcenso do Escritório Federal de Estatísticas, o número de pessoas vivendo na pobreza na Alemanha cresceu para 13,3 milhões, o que corresponde a 16,1% da população em 2025. Esse aumento representa um acréscimo de 200 mil indivíduos em apenas um ano, refletindo as dificuldades econômicas enfrentadas pela população, especialmente em um cenário de alta inflacionária e aumento do custo de vida.
A definição de pobreza utilizada considera aqueles que têm rendimento inferior a 60% da renda média nacional. Os solteiros são considerados vulneráveis se possuem um rendimento líquido inferior a 1.446 euros mensais, enquanto famílias com dois adultos e duas crianças têm este limite aumentado para 3.036 euros. A situação é ainda mais crítica para desempregados e estrangeiros, que enfrentam taxas de pobreza significativamente superiores à média nacional.
A escalada dos preços, impulsionada por fatores como a guerra na Ucrânia, tem gerado um impacto profundo na vida cotidiana das famílias alemãs. Especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que abordem a desigualdade crescente e defendem uma revisão das políticas de assistência social, com ênfase em taxação mais justa sobre grandes fortunas como uma possível solução para mitigar os efeitos da pobreza.

