Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinar sua prisão nesta terça-feira (3). O rapper, que estava sob monitoramento eletrônico, não foi encontrado em sua residência durante a tentativa de cumprimento da ordem judicial. As violações às condições de liberdade foram significativas, somando 66 ocorrências reportadas pela Secretaria de Administração Penitenciária.
A Coordenação de Monitoração Eletrônica informou que Oruam descumpriu repetidamente o recolhimento domiciliar noturno e apresentou falhas no equipamento, incluindo longos períodos com a tornozeleira desligada. Após a revogação da liminar que permitia sua liberdade, a juíza Tula Corrêa de Mello decidiu pela prisão preventiva, considerando as medidas alternativas insuficientes para garantir a ordem pública. O rapper responde a uma ação penal por tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis do Rio de Janeiro.
As implicações da decisão judicial são significativas, pois reforçam a importância do cumprimento das medidas cautelares no sistema penal. Oruam, que também é filho de um notório traficante, enfrenta não apenas as consequências legais de suas ações, mas também a deterioração de sua imagem pública. A situação levanta questões mais amplas sobre a eficácia do monitoramento eletrônico e a necessidade de uma abordagem mais rigorosa em casos de reincidência.

