Na primeira segunda-feira de janeiro, um cão comunitário conhecido como Orelha foi encontrado agonizando sob um carro na Praia Brava, em Florianópolis. A brutalidade do ato gerou uma onda de indignação que rapidamente se espalhou pelas redes sociais, levando a protestos em várias capitais do país. Celebridades, ativistas e políticos uniram forças em uma campanha por justiça, resultando em um inquérito que indiciou adolescentes e adultos envolvidos no caso.
O desfecho trágico da morte de Orelha gerou mais de 2 milhões de postagens nas redes sociais entre 22 e 29 de janeiro, com a hashtag #JustiçaPorOrelha se tornando um símbolo da luta por punição. As famílias dos suspeitos enfrentaram ataques virtuais, enquanto a discussão sobre a leniência da legislação em relação aos maus-tratos a animais ganhou força. A resposta popular e a mobilização política resultaram em 72 projetos de lei sobre proteção animal, com foco no endurecimento das penas para crimes desse tipo.
O caso de Orelha ressalta a urgência de uma revisão das leis de proteção animal no Brasil, especialmente em um ano eleitoral. A expectativa é que a repercussão do caso leve a uma maior conscientização da sociedade e a mudanças efetivas na legislação, para que tragédias como essa não se repitam. No entanto, o processo judicial deverá seguir seu curso, mesmo diante da pressão popular por respostas rápidas e justas.

