A política é frequentemente vista como um campo de grandes decisões, mas pequenos gestos podem ter impacto profundo. Um exemplo emblemático é a eleição presidencial de 1989, onde Leonel Brizola não formalizou pessoalmente o convite a Itamar Franco para ser seu vice, resultando em sua perda para Fernando Collor. Este incidente ilustra como uma pequena falha pode alterar o curso de uma eleição.
A escolha do vice é uma estratégia crucial, muitas vezes subestimada, que pode ampliar a base eleitoral e trazer legitimidade. Figuras como José Alencar e Michel Temer demonstraram como um vice bem escolhido pode atrair diferentes segmentos da sociedade. Em contraste, a falta de um vice forte pode ser prejudicial, como ocorreu com Brizola em 1989 e com Jair Bolsonaro em 2022, que dispensou um vice com penetração moderada.
À medida que se aproximam novas eleições, a definição do vice será vital para candidatos fora do governo. A história mostra que a perda de uma eleição pode ocorrer não apenas por grandes erros, mas por falhas em gestos simples, como não ir à casa certa para fazer o convite certo. A atenção a esses detalhes pode determinar o sucesso ou o fracasso nas urnas.

