Os Correios, enfrentando um déficit de R$ 9 bilhões, anunciaram um leilão de até 60 imóveis para arrecadar R$ 1,5 bilhão. A primeira fase, que ocorrerá online, inclui 21 propriedades em 12 estados, com preços variando de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, e visa oferecer um suporte financeiro enquanto a empresa redesenha seu modelo de negócios.
Os leilões estão agendados para os dias 12 e 26 de fevereiro e são abertos a pessoas físicas e jurídicas. Além da venda de ativos, a estatal também está reavaliando sua estrutura, com planos de demissão voluntária para até 15 mil funcionários, visando uma economia de R$ 2,1 bilhões por ano a partir de 2028. A estratégia é parte de um esforço maior para revitalizar a empresa em um mercado dominado por concorrentes mais ágeis.
Embora a venda de imóveis possa melhorar temporariamente as finanças, especialistas alertam que isso não garante uma vantagem competitiva sustentável. A empresa ainda enfrenta desafios estruturais, como custos altos e baixa produtividade, especialmente no setor de encomendas, onde se concentra o crescimento. A capacidade de transformar essa liquidação patrimonial em um modelo de negócios sólido será crucial para o futuro da estatal.

