Julgamento em Los Angeles avalia responsabilidade de redes sociais sobre dependência infantil

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O julgamento contra a Alphabet e a Meta, controladoras de algumas das redes sociais mais populares, começou nesta segunda-feira (9) em Los Angeles. Um júri popular terá a tarefa de determinar se essas empresas projetaram suas plataformas com a intenção de tornar as crianças dependentes. O desfecho do caso pode criar um precedente judicial sobre a responsabilidade civil dos operadores de redes sociais, que até o momento têm se beneficiado de isenção em casos semelhantes.

Estão convocados para depor no tribunal Mark Zuckerberg, CEO da Meta, no dia 18 de fevereiro, e Adam Mosseri, responsável pelo Instagram, a partir de quarta-feira. Neil Mohan, diretor do YouTube, também deve ser chamado a testemunhar. Este julgamento é considerado histórico, pois é a primeira vez que uma empresa de redes sociais se apresenta diante de um júri por supostamente causar danos a menores.

A ação se baseia no caso de uma mulher de 20 anos, que sofreu danos mentais devido à dependência de redes sociais desenvolvida na infância. Os advogados dos autores estão empregando uma estratégia similar àquela utilizada contra a indústria do tabaco nas décadas passadas, argumentando que as plataformas digitais são desenhadas para atrair a atenção dos usuários, mesmo que isso prejudique sua saúde mental.

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