Relator da CPMI do INSS critica decisão de Dino sobre sigilos de amiga de Lulinha

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da CPMI do INSS, criticou duramente a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 4 de março de 2026.

Gaspar classificou a medida como “uma vergonha” e “um tapa na cara do brasileiro de bem”, afirmando que se trata de “uma verdadeira interferência indevida na independência dos Poderes”. Ele fez a declaração por meio de uma publicação em suas redes sociais.

O parlamentar alegou que a decisão de Dino atingiu a quebra dos sigilos de Lulinha, também determinada pela CPMI. No entanto, a decisão do ministro se restringiu a Roberta Luchsinger, embora possa beneficiar o filho do presidente Lula devido ao precedente.

A liminar (decisão de urgência) foi concedida em um mandado de segurança impetrado pela empresária. Segundo o documento, Dino argumentou que a CPMI determinou a quebra dos sigilos “no atacado”, sem analisar individualmente cada um dos alvos da medida. “A votação ‘em globo’ de 87 requerimentos, dentre eles convocações de pessoas a depor, quebras de sigilo bancário e fiscal e outros, parece não se compatibilizar com as exigências constitucionais e legais”, consta no documento.

Gaspar escreveu em suas redes sociais: “A decisão do #STF, exarada pelo ministro Dino, nomeado por Lula e seu ex-ministro, suspendendo a quebra de sigilo de Lulinha e de grandes bancos, é uma vergonha, um tapa na cara do brasileiro de bem. Verdadeira interferência indevida na independência dos Poderes.”

“A decisão do #STF, exarada pelo ministro Dino, nomeado por Lula e seu ex-ministro, suspendendo a quebra de sigilo de Lulinha e de grandes bancos, é uma vergonha, um tapa na cara do brasileiro de bem. Verdadeira interferência indevida na independência dos Poderes.”

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