Morador de Teerã descreve atmosfera na cidade em meio a ataques

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um morador da capital iraniana, Teerã, descreveu a atmosfera da cidade, destacando que a população está esperançosa, mesmo com a continuidade dos ataques em todo o Oriente Médio.

Teerã, que possui mais de 8 milhões de habitantes, vê a maioria dos comércios fechados dias após a morte do líder supremo, Ali Khamenei. “Todas as lojas estão fechadas; apenas supermercados e lojas de alimentos estão abertos”, disse a fonte, que pediu para permanecer anônima. As padarias, no entanto, continuam funcionando normalmente.

Apesar dos bombardeios contínuos dos Estados Unidos e de Israel, o morador descreveu uma sensação de esperança nas ruas do Irã. “Não há tristeza ou preocupação nos rostos das pessoas. A atmosfera de tristeza se dissipou e as pessoas estão esperançosas”, afirmou.

Ele também mencionou que, embora as pessoas possam demonstrar insatisfação se a guerra se prolongar, “por enquanto, não há nenhum sinal de insatisfação”.

Os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã começaram no dia 28 de fevereiro, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o aiatolá Ali Khamenei foi uma das vítimas dos ataques. Após sua morte, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã, dizendo que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Os ataques entre as partes continuam, e Trump já havia afirmado que as agressões contra o Irã vão prosseguir “ininterruptas durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz no Oriente Médio e, de fato, no mundo!”.

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