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Segurança

Polícia Civil busca quebra de sigilo telefônico em caso de estupro coletivo

Amanda Rocha
Última atualização: 4 de março de 2026 19:33
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
Polícia Civil busca quebra de sigilo telefônico em caso de estupro coletivo
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro está em busca de novas provas relacionadas ao caso de estupros de estudantes do Colégio Federal Pedro II. Os investigadores pretendem obter dados de celulares e computadores do adolescente denunciado por dois crimes de estupro.

O jovem é considerado pela polícia como o mentor dos ataques, que seguem um padrão semelhante. Além disso, a polícia não descarta solicitar a quebra de sigilo telefônico dos quatro réus envolvidos no estupro coletivo de uma jovem de 17 anos, ocorrido em Copacabana.

O delegado responsável pelas investigações, Ângelo Lages, afirmou que o pedido de busca e apreensão dos equipamentos do adolescente, que não foi acatado pela Justiça, pode ajudar a esclarecer as denúncias.

“”O adolescente era a mente por trás disso tudo. Ele tinha a confiança das vítimas, até por ter tido relacionamentos anteriores com elas, então, a gente entende que a apreensão é necessária”.”

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Dos cinco rapazes que participaram do estupro da menina em janeiro, o adolescente é o único que não teve a internação determinada pela Justiça, embora a Polícia Civil tenha solicitado. Ele responde ao processo em liberdade. O Ministério Público do Rio informou que medidas cautelares podem ser requeridas durante a investigação.

O delegado Lages destacou que a apreensão do celular do adolescente e a quebra de sigilo telemático podem revelar mais detalhes sobre a participação dele e dos demais no crime em Copacabana, além de outra denúncia de estupro registrada contra o jovem no dia 2 de março.

Após a divulgação do caso de Copacabana, mais duas vítimas do Colégio Pedro II procuraram a polícia para relatar outros estupros envolvendo integrantes do mesmo grupo. Uma das vítimas, que tinha 14 anos na época, afirmou que foi estuprada em 2023, em um apartamento no Maracanã, pelo adolescente e mais dois homens. Ela relatou que o ato foi filmado e as imagens usadas para chantageá-la, o que levou os investigadores a suspeitarem do conteúdo dos celulares.

Segundo o delegado, a segunda vítima também relatou que a ação foi filmada.

“”O que chamou atenção da gente é que era o mesmo modus operandi da ação contra essa vítima que sofreu abuso em Copa””

, completou. O policial explicou que, em ambos os casos, o adolescente preparou uma emboscada.

No dia 28 de fevereiro, durante a tentativa de prisão dos indiciados, a polícia não tinha autorização para apreender celulares ou aparelhos eletrônicos.

“”Tínhamos o interesse em verificar os celulares, porque são muito comuns as filmagens neste tipo de crime””

, disse Lages, ressaltando que a apreensão ajudaria a esclarecer a dinâmica da atuação do grupo.

No dia seguinte à tentativa de prisão, o grêmio estudantil do Colégio Pedro II divulgou uma nota pedindo a expulsão dos alunos envolvidos, incluindo o adolescente e Vitor Hugo Simonin. A nota menciona que esses alunos já tinham histórico de envolvimento em casos de assédio e abuso, incluindo o vazamento de vídeos de uma aluna do campus.

A Polícia Civil também pretende acionar a escola para conhecer as denúncias e investigações anteriores contra alunos. O colégio não se manifestou sobre o assunto. A defesa de Vitor Simonin, por sua vez, afirmou que ele nega as acusações de estupro coletivo. O advogado Ângelo Máximo sugeriu que houve consentimento, apesar das lesões graves da vítima, atestadas por legista.

O delegado Lages alertou a sociedade sobre a gravidade do caso.

“”Os meninos, principalmente, precisam saber que não é não””

, afirmou.

“”A partir do momento que não houver mais consentimento, há um crime””

, pontuou, enfatizando que a pena pode chegar a 20 anos de prisão se a vítima for adolescente.”

Para denúncias de violência doméstica, procure uma delegacia ou disque do seu telefone o número 180.

TAGGED:Ângelo LagesColégio Federal Pedro IICopacabanaDireitos Humanosestupro coletivoMinistério Público do RioRio de JaneiroViolência SexualVitor Hugo Simonin
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