Sicário morre em Belo Horizonte após atentado contra a vida

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, faleceu na noite de quarta-feira (4) em um hospital em Belo Horizonte. Ele estava internado após ter atentado contra a própria vida enquanto sob custódia da Polícia Federal (PF). Mourão foi preso na manhã do mesmo dia durante a Operação Compliance Zero, enfrentando acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações da PF revelaram que Mourão fazia parte de um grupo denominado ‘A Turma’, ao lado de Daniel Vorcaro. Segundo a corporação, ‘Sicário’ era responsável pela coordenação de atividades relacionadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados relevantes para os interesses do grupo. Ele realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados de segurança pública e investigação policial.

A PF informou que Mourão obteve acesso indevido a sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e de organismos internacionais como o FBI e a Interpol. Além disso, ele atuava na remoção de conteúdos e perfis em plataformas digitais, visando obter dados de usuários ou eliminar críticas ao grupo.

Luiz Mourão também teria intimidado antigos funcionários do Banco Master e levantado informações sobre essas pessoas. Em uma das situações, ele teria discutido com Vorcaro sobre a organização de um assalto e a intenção de agredir o jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) confirmou que Mourão movimentou R$ 28 milhões em contas de empresas ligadas a ele em um esquema de pirâmide financeira entre junho de 2018 e julho de 2021, com o objetivo de atrair investidores. Ele é réu em uma ação que investiga crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A denúncia do MPMG afirma que a triangulação de valores através de pessoas jurídicas caracteriza um movimento típico de lavagem de dinheiro, com a ocultação de valores provenientes de crimes contra a economia popular. Antes de se envolver no esquema de pirâmide, Mourão atuava como agiota.

No final do ano passado, a Polícia Militar de Minas Gerais analisou o celular apreendido de Mourão e concluiu que ele tinha um papel de destaque na organização criminosa. O relatório de inteligência indicou que, mesmo com tentativas de ocultação de provas, o conteúdo extraído do aparelho confirmou sua posição central e de liderança no grupo.

A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão não foi localizada.

Compartilhe esta notícia