Polícia do RJ pede quebra de sigilo telefônico de réus em caso de estupro coletivo

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro solicitou a quebra do sigilo telemático e telefônico de quatro jovens identificados nas investigações sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, na zona sul do Rio.

Os jovens já se tornaram réus no processo e se entregaram à polícia. No entanto, os celulares que supostamente foram utilizados para a troca de mensagens antes e depois do crime ainda não foram entregues. Os investigadores informaram que os aparelhos não foram localizados durante diligências em endereços relacionados aos acusados.

O delegado titular da 12ª DP (Copacabana), Ângelo Lages, declarou na tarde de quarta-feira (4) que também pediu a busca e apreensão de um adolescente investigado por sua possível participação no crime e apontado como possível mentor da ação. O pedido, entretanto, recebeu um parecer inicial contrário do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

De acordo com o delegado, o adolescente investigado tinha proximidade com as vítimas e sua atuação está sendo analisada no contexto da investigação. “Ele que tinha a confiança das vítimas, ele que já teve um relacionamento anterior com essas vítimas, e evidentemente que esse grupo não apareceu no apartamento em Copacabana por um acaso. E depois, nas imagens, é perceptível que ele aparece depois que a menina sai do apartamento, que ele aparece e faz gestos em comemoração”, afirmou Lages.

Além disso, a Polícia Civil investiga outros dois episódios que podem estar relacionados aos mesmos acusados. Um dos casos teria ocorrido em 2023 e o outro em outubro do ano passado.

Dois dos réus, João Gabriel Xavier Bertho e Matheus Verissimo Zoel Martins, devem passar por audiência de custódia no início da tarde desta quinta-feira (5). Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a audiência dos outros envolvidos ainda não consta na pauta.

A audiência de custódia tem como objetivo avaliar a legalidade das prisões e a manutenção das medidas cautelares determinadas pela Justiça. A defesa de João Gabriel nega as acusações, afirmando que a jovem teria consentido com a presença dos demais no quarto. Não foi possível contatar o advogado de Matheus, que permaneceu em silêncio durante depoimento na delegacia.

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