China estabelece meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para 2026

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A China anunciou uma meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para o ano de 2026. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, durante a apresentação do relatório de trabalho do governo na sessão de abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão legislativo máximo do país.

A nova meta é ligeiramente inferior aos objetivos estabelecidos nos últimos anos, refletindo um contexto de crise prolongada no setor imobiliário e incertezas externas. O relatório menciona que o governo buscará “alcançar melhores resultados na prática”.

Nos últimos três anos, a meta de crescimento fixada por Pequim foi de “cerca de 5%”. Em 2025, a economia chinesa registrou uma expansão de 5%. Ao estabelecer um intervalo entre 4,5% e 5%, o governo pretende oferecer maior flexibilidade para ajustar as políticas econômicas ao longo do ano.

O documento também destaca o aumento dos riscos geopolíticos e a ameaça ao comércio livre. As exportações chinesas para os Estados Unidos foram impactadas por tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, embora a China tenha conseguido expandir suas vendas para outras regiões do mundo.

No âmbito interno, o relatório aponta um desequilíbrio “acentuado” entre uma oferta forte e uma demanda fraca, além do desafio de transitar a economia para novos motores de crescimento. “Internamente, ainda enfrentamos diversos problemas e desafios, tanto antigos como novos”, acrescenta o documento.

O relatório também menciona a necessidade de deixar espaço para ajustes estruturais, prevenção de riscos e reformas no primeiro ano do plano quinquenal, visando estabelecer uma base sólida para melhores resultados nos próximos anos.

A sessão anual da ANP, que reúne cerca de 3 mil delegados, é considerada o principal evento político do país e deverá aprovar um plano quinquenal que definirá as prioridades políticas e econômicas da China até 2030. O documento incluirá compromissos para fortalecer a economia doméstica e avançar nas ambições do presidente Xi Jinping de transformar a China em um líder global em tecnologia.

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