O deputado federal Guilherme Derrite afirmou que a influência de Jair Bolsonaro nas decisões eleitorais da direita permanece significativa, mesmo fora da vida política ativa. Ele relatou ter se reunido recentemente com o ex-presidente ao lado do senador Flávio Bolsonaro, destacando que Bolsonaro continua participando das articulações para as eleições.
Derrite declarou: “Ele é o maior líder que a direita tem no país e quem realmente tem voto.” O deputado também mencionou que Bolsonaro segue analisando cenários eleitorais e participando das decisões estratégicas do grupo político, mantendo-se psicologicamente bem e ativo nas conversas políticas.
Durante a visita, o ex-presidente discutiu a importância de organizar candidaturas competitivas nos estados. Um dos focos centrais da estratégia da direita é ampliar sua presença no Senado. Derrite considerou essencial a formação de uma maioria na Casa para a próxima legislatura e comemorou o apoio de Bolsonaro ao seu nome como pré-candidato ao Senado por São Paulo.
A meta do grupo político é conquistar as duas vagas em disputa no estado. O segundo nome da direita para a disputa ainda não foi definido, mas entre os possíveis candidatos citados por Derrite estão Mário Frias, Marco Feliciano, Rosana Valle e outros parlamentares do campo conservador. A escolha deve considerar pesquisas eleitorais e a capacidade de cada nome de contribuir para a eleição de dois senadores alinhados ao bolsonarismo.
Derrite afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro está consolidada dentro do grupo político, considerando-o o nome mais forte do campo conservador. Ele acredita que Flávio tende a reunir o eleitorado bolsonarista na disputa presidencial e minimizou a presença de outros pré-candidatos da direita, como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior.
Na avaliação do parlamentar, caso esses nomes avancem na disputa, a tendência seria a convergência em torno de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Quanto a eventuais divergências com Tarcísio de Freitas, Derrite minimizou a situação, afirmando que o governador declarou apoio ao nome indicado por Bolsonaro após decidir buscar a reeleição em São Paulo. Ele concluiu: “O objetivo é fazer com que a direita volte a governar o país.”

