Justiça do Rio mantém prisão de dois réus por estupro coletivo

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão de dois réus acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. A audiência de custódia ocorreu nesta quinta-feira, 5 de março de 2026.

Os réus, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, se entregaram à polícia na terça-feira, 3 de março. Eles permanecerão detidos enquanto outros dois réus, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, ainda passarão pelo procedimento de análise da legalidade da prisão, com audiências agendadas para esta sexta-feira, 6 de março.

Após se entregarem, os dois primeiros réus foram levados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, onde estão em celas separadas. A unidade é a porta de entrada do sistema penitenciário fluminense, onde os presos passam por um protocolo inicial de triagem e permanecem isolados durante um período de avaliação.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), os quatro réus estão se alimentando normalmente. Eles receberam refeições que incluíram salada de repolho, almôndegas, cenoura cozida, arroz, feijão, fruta e suco. Todos foram indiciados por estupro, com o agravante de a vítima ser menor de idade, além de cárcere privado.

Um menor também está sendo investigado no caso. Nesta quinta-feira, a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão contra ele, mas ele não foi localizado e é considerado foragido.

Após novas denúncias, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a internação do menor. A polícia desmembrou o inquérito e encaminhou a representação ao MPRJ, que opinou favoravelmente à necessidade de internação. A Polícia Civil investiga denúncias de pelo menos duas outras jovens contra alguns integrantes do grupo.

Após a prisão, a defesa de João Gabriel se manifestou, afirmando que ele se entregou em respeito à decisão judicial e confia que a Justiça irá apurar os fatos. A defesa também destacou que João Gabriel nega as acusações e não foi ouvido pela polícia. O advogado de Vitor Hugo declarou que ele nega participação no crime, confirmando apenas que estava no apartamento em Copacabana, mas negando ter mantido relações sexuais ou cometido estupro contra a vítima.

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