Gabriel Domingues fala sobre a indicação de ‘O Agente Secreto’ ao Oscar

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Gabriel Domingues, diretor de elenco de ‘O Agente Secreto’, comentou sobre a indicação do filme ao Oscar na categoria de melhor elenco. A produção é uma das quatro indicações e marca a inclusão do Brasil na categoria pela primeira vez.

Domingues destacou a importância dessa conquista, afirmando que ‘não é pouca coisa’ e que a diversidade brasileira é um fator que justifica a indicação. Ele mencionou a variedade de atores de diferentes estados do Brasil, como São Paulo, Minas Gerais, Rio, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, além de atores estrangeiros. ‘Essa constelação me lembra o quadro Operários, de Tarsila do Amaral’, disse.

Sobre sua parceria com o diretor Kleber Mendonça Filho, Domingues contou que conheceu pessoas de Pernambuco durante uma festa do filme Tatuagem no Festival do Rio de 2013. Ele foi convidado para ser assistente de elenco de Aquarius (2016), onde percebeu que a escolha de elenco é um espaço de reflexão e criação artística.

Domingues também falou sobre a busca por não atores, afirmando que a definição de um ator vai além da profissionalização. Ele citou o exemplo de Robson Andrade, que interpreta Clóvis no filme, ressaltando que, embora não fosse um ator profissional, ele tinha experiência em teatro e sonhava em atuar no cinema. ‘Há uma gradação infinita entre o “não ator” e o profissional’, afirmou.

Durante um almoço com todos os indicados ao Oscar, Domingues encontrou o ator Stellan Skarsgård e a cabeleireira de Frankenstein, Cliona Furey. Ele descreveu o encontro como bonito, destacando que não há hierarquias entre os presentes, incluindo figuras como Steven Spielberg e Leonardo DiCaprio. ‘Esses pré-eventos criam uma sensação de pertencimento e simbolizam que todos nós já ganhamos’, concluiu.

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