A morte da professora de Direito Juliana Santiago completa um mês nesta sexta-feira (6) em Porto Velho.
Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o processo está em andamento e segue os trâmites legais. O caso é tratado como feminicídio.
Juliana, de 41 anos, foi atacada dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) na noite de 6 de fevereiro. O aluno João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, esperou a professora ficar sozinha e iniciou uma discussão antes de desferir golpes de faca contra ela.
A vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. João foi preso em flagrante e levado à delegacia. Durante a prisão, ele afirmou ter mantido um relacionamento amoroso com Juliana por meses e que se sentiu “emocionalmente abalado” quando percebeu seu afastamento, após ela decidir retomar a relação com o ex-namorado.
No entanto, a polícia descartou essa versão com base em mensagens trocadas entre os dois. O suspeito também alegou que a faca usada no crime foi dada pela própria professora, afirmando que, um dia antes do ataque, Juliana entregou um doce de amendoim dentro de uma vasilha, acompanhada da faca. Essa versão também não foi confirmada e não há provas que a sustentem.
O corpo da professora foi levado para Salvador (BA), onde foi cremado e recebeu homenagens de familiares e amigos. Juliana era escrivã da Polícia Civil e atuava como professora de Direito Penal no Centro Universitário Aparício Carvalho.
Alunos a descrevem como uma pessoa otimista, acolhedora e dedicada ao ensino, buscando inovar em sala de aula com métodos dinâmicos, como quizzes e atividades interativas. Antes de sua morte, Juliana havia prometido à turma que sua disciplina seria a melhor da semana.
““Ela organizou um quiz e distribuiu chocolates aos alunos que acertaram as perguntas. Entre os vencedores estava João, autor do crime”, relataram os estudantes.”
Estudantes também destacaram a fé da professora e sua capacidade de motivar os alunos.

