Humorista brasileira relata preconceito em voo da Lufthansa

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A humorista brasileira Fernanda Arantes relatou um episódio de preconceito por parte de funcionários da companhia aérea Lufthansa ao tentar embarcar para o Brasil. O incidente ocorreu no Aeroporto de Berlim, onde Fernanda, que reside na Alemanha, buscava ajuda para o pagamento de uma mala extra.

Fernanda expressou sua indignação nas redes sociais, afirmando que se sentiu desrespeitada ao solicitar assistência. Segundo ela, uma funcionária da Lufthansa se recusou a atendê-la ao perceber sua nacionalidade brasileira. A humorista chegou cedo ao aeroporto, mas não conseguiu resolver o problema no guichê da companhia.

Ao entrar na aeronave e tentar esclarecer sua dúvida com uma comissária, Fernanda teve dificuldades de comunicação, mesmo falando em alemão. Ela relatou que a funcionária teve um comportamento agressivo, afirmando: “Você tinha que estar grata que eu sou da Primeira Classe e estou falando com você da Econômica”.

Emocionada, Fernanda contou que a comissária disse que não a atenderia mais após ver seu passaporte. “Ela falou: pega as suas coisas e volta para o seu lugar. ‘Você devia usar óculos para ver se você se enxerga’”, disse a humorista.

Nos comentários de um vídeo que publicou sobre o ocorrido, a Lufthansa respondeu: “Prezada Fernanda, lamentamos muito saber da sua experiência e gostaríamos de investigar o assunto internamente. Já lhe enviamos uma mensagem direta solicitando mais detalhes – aguardamos sua resposta!”

Fernanda também informou que precisou acionar a polícia, pois os funcionários da companhia não ajudaram em sua situação. A reportagem tentou contato com a humorista para saber se havia registrado uma ocorrência, mas não obteve resposta.

Após o caso ganhar repercussão nas redes sociais, a Lufthansa enviou um e-mail a Fernanda lamentando o ocorrido e oferecendo 300 euros como compensação pelos prejuízos. Além disso, a companhia propôs um acordo extrajudicial para que o caso não fosse mais comentado publicamente.

A humorista afirmou que qualquer quantia recebida será destinada a um centro de refugiados em Berlim e cobrou um pronunciamento da companhia sobre o tratamento preconceituoso que sofreu, o que, segundo ela, não foi reconhecido. Fernanda desabafou sobre as dificuldades enfrentadas como imigrante na Alemanha e afirmou que deseja Justiça: “Nós não estamos à venda”, concluiu.

A Lufthansa foi contatada, mas não respondeu até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação.

Compartilhe esta notícia