A Petrobras registrou em 2025 um desempenho operacional e financeiro robusto, impulsionado pelo aumento da produção de petróleo, mesmo diante da queda do preço internacional do Brent.
Durante teleconferência com acionistas e investidores, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o aumento da produção foi crucial para sustentar os resultados da empresa.
““O Brent não ajudou, pois teve uma queda grande. Foi o aumento da produção que ajudou”,”
afirmou.
O preço médio do Brent foi de US$ 69 por barril, uma queda de 14% em relação a 2024. Apesar disso, a companhia conseguiu compensar o impacto com um maior volume produzido.
Chambriard afirmou que 2025 foi um ano sem precedentes para a produção da estatal, com um volume 11% maior em relação ao ano anterior, impulsionado por plataformas em campos estratégicos do pré-sal, como Búzios, Tupi e Tupi-Iracema.
Um dos destaques foi a recuperação do campo de Tupi-Iracema, que voltou ao patamar de 1 milhão de barris por dia, permitindo que a Petrobras tivesse novamente dois campos com produção acima desse nível.
Além do aumento da produção, a empresa registrou um avanço nas reservas, incorporando 1,7 bilhão de barris de petróleo em reservas provadas, o maior volume adicionado nos últimos dez anos.
““Garantimos uma reposição de reservas”,”
disse Chambriard.
As exportações também cresceram, com uma média de 765 mil barris por dia no ano, e no quarto trimestre de 2025, o volume se aproximou de 1 milhão de barris diários.
A Petrobras encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido de R$ 15,56 bilhões, revertendo um prejuízo de R$ 17,04 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a estatal registrou um lucro de R$ 110,12 bilhões, mais que o dobro do resultado obtido em 2024 e o sexto ano consecutivo de lucro.
Chambriard também mencionou que o desempenho foi favorecido pelo bom funcionamento das refinarias e pela expansão de mercados. No segmento de derivados, a Petrobras registrou um crescimento na demanda por combustíveis, com vendas de combustível de aviação aumentando 6% em 2025, refletindo a recuperação do transporte aéreo e o maior consumo do setor.

