O governo federal anunciou nesta sexta-feira (6) que prendeu 5.238 pessoas em duas operações focadas no combate à violência contra mulheres e meninas.
A primeira operação, chamada Operação Mulher Segura, foi coordenada pelo Ministério da Justiça e ocorreu entre os dias 19 de fevereiro e 5 de março. Essa ação resultou em 3.199 prisões em flagrante e na detenção de 1.737 pessoas com mandados de prisão em aberto por descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência.
“”Hoje é um dia histórico. Estamos aqui para anunciar que o governo do Brasil concluiu a maior alteração da história contra o feminicídio e a violência contra a mulher. Desde o dia 12 de fevereiro, a PRF, as polícias de todo o país estiveram nas ruas, atrás dos agressores”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.”
De acordo com o Ministério da Justiça, a Operação Mulher Segura mobilizou 38.564 policiais, que realizaram 42.339 diligências e atenderam a 24.337 vítimas em 2.050 cidades do país. O ministério também informou que investiu R$ 2,6 milhões no pagamento de diárias aos policiais envolvidos.
A segunda operação, denominada Alerta Lilás, foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e ocorreu entre os dias 9 de fevereiro e 5 de março. Essa operação resultou em 302 prisões, incluindo flagrantes de crimes contra mulheres e cumprimento de mandados de prisão.
As duas iniciativas fazem parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, que visa ampliar a prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores. O plano foi firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Entre as medidas do pacto estão a realização de mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão de agressores, o fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas, e ações para acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas de urgência.
O governo também disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que oferece orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento. Em casos de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo número 190.

