Ministro do STF adota colete à prova de balas em meio a investigações do Banco Master

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, passou a utilizar colete à prova de balas em Brasília devido ao avanço das investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master.

Fontes do STF confirmaram que a medida foi adotada após a descoberta de um núcleo violento vinculado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal identificou a atuação de um suposto sicário que faria parte de uma estrutura paralela destinada a monitorar adversários e planejar ações de intimidação.

O reforço na segurança do ministro ocorreu após as investigações revelarem que o caso deixou de ser apenas um escândalo financeiro, apresentando características de atuação criminosa organizada. O grupo ligado ao banqueiro incluía indivíduos responsáveis por espionagem e possíveis ações violentas contra desafetos.

A Polícia Federal prendeu Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como integrante desse núcleo violento. Ele seria responsável por investigar pessoas consideradas inimigas do banqueiro e por organizar ações intimidatórias. Entre os alvos mencionados nas investigações estaria o jornalista Lauro Jardim.

Relatos indicam que o suspeito tentou se matar na carceragem da Polícia Federal e permanece internado em estado grave. O escândalo do Banco Master é considerado um dos maiores casos de fraude financeira já investigados no Brasil, com conexões políticas amplas e possíveis ramificações em diferentes esferas do poder público.

Além disso, elementos como espionagem, ameaças e o uso de intermediários para ações de intimidação aumentaram a gravidade do episódio. Analistas políticos apontam que as revelações têm potencial para influenciar o ambiente eleitoral, cruzando-se com outros temas sensíveis da política nacional.

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