O ex-coach e empresário Pablo Marçal se filiou ao União Brasil nesta sexta-feira (6) em São Paulo e afirmou que está “à disposição para servir” ao partido nas eleições de outubro, mesmo sendo inelegível até 2032.
Durante o evento, Marçal declarou: “Quero que todos nesse partido contem comigo. Não tenho ego com cargo, isso não me motiva. Se vocês dois [Antônio Rueda e Ciro Nogueira, presidentes do União e do PP] falarem: ‘Você não sai candidato’, fica aqui registrado publicamente que não vou sair. Eu vou servir todo mundo e não tenho problema com isso. Se for para ser qualquer coisa, deputado, qualquer cargo, me coloca que eu não estou me importando”.
Ele também mencionou que, caso não se torne candidato neste ano, poderá ajudar o partido com sua popularidade e seu histórico de votos. “Trazer meu ativo de 1 milhão, 719 mil votos que eu tive em São Paulo e colocar à disposição deles”, afirmou Marçal.
O União Brasil espera que Marçal consiga reverter as duas condenações que ele enfrenta na Justiça Eleitoral, que resultaram em sua inelegibilidade. Marçal comentou sobre sua situação: “Eu não estou inelegível. Como não chegou ao último estágio Judiciário, então não é transitado em julgado, não existe inelegibilidade”.
Em seu discurso, Marçal pediu desculpas ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), pelos ataques feitos durante a campanha de 2024. “Eu te peço perdão publicamente. Porque não há união sem arrependimento, não há união se a pessoa não tiver humildade e não há união se a gente não tiver foco no objetivo juntos”, disse.
A principal condenação contra Marçal envolve o uso indevido dos meios de comunicação, resultando em uma multa de R$ 420 mil. Ele está inelegível para as eleições de outubro devido à Lei da Ficha Limpa, que determina a inelegibilidade automática por 8 anos após condenações em 2ª instância.
Além disso, Marçal foi condenado a pagar R$ 100 mil ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) por divulgação de laudo falso durante a campanha de 2024. Apesar de acordos firmados, ele ainda pode ser condenado à inelegibilidade em processos pendentes.

