Paquistanês é condenado por planejar assassinato de Trump e outros políticos

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um paquistanês foi condenado por planejar o assassinato do presidente Donald Trump, do ex-vice-presidente Joe Biden e da ex-embaixadora Nikki Haley em 2024, a mando do Irã, informou o Departamento de Justiça dos EUA nesta sexta-feira (6).

Asif Merchant foi acusado de tentar recrutar pessoas nos Estados Unidos para executar um plano que tinha como alvo os políticos americanos. Segundo a Justiça americana, o paquistanês buscava retaliação ao assassinato do comandante militar iraniano Qassem Soleimani por Washington em 2020, durante o primeiro mandato de Trump.

Merchant foi condenado por “assassinato por encomenda e tentativa de cometer um ato de terrorismo que transcende as fronteiras nacionais”, de acordo com as autoridades americanas. O réu viajou para a cidade de Nova Iorque com a intenção de contratar assassinos de aluguel.

“”Este homem desembarcou em solo americano com a intenção de matar o presidente Trump — em vez disso, deparou-se com a força das forças de segurança americanas”, disse a Procuradora-Geral Bondi.”

O julgamento ocorreu no bairro do Brooklyn, em Nova York, e começou dias antes de Trump ordenar um ataque ao Irã, realizado em conjunto com Israel. Merchant admitiu ter participado do complô com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, mas alegou que o fez contra a sua vontade, para proteger sua família em Teerã.

Merchant afirmou que nunca recebeu ordens para matar uma pessoa específica, mas que seu contato iraniano mencionou três pessoas durante conversas na capital iraniana. Ele teria planejado que o assassinato ocorresse depois que deixasse os Estados Unidos.

Uma pessoa que Merchant contatou em abril de 2024 para ajudar no complô denunciou suas atividades e se tornou um informante, impedindo que o ataque ocorresse. O paquistanês foi preso e se declarou inocente naquele mesmo ano. Teerã negou as acusações de que teria como alvo Trump ou outros funcionários americanos.

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