A Polícia Civil do Paraná está em busca de Nata Fagundes de Paula, suspeito de matar pai e filho a tiros dentro de uma loja de veículos em Cascavel, no oeste do Paraná. Um mandado de prisão preventiva foi emitido contra ele, e o investigado é considerado foragido.
As vítimas, Analdo Bittencourt da Silva, de 50 anos, e Ermínio Bittencourt da Silva, de 81 anos, foram assassinadas no dia 3 de março. Câmeras de segurança registraram a chegada de um veículo na loja, de onde desceram dois homens que entraram no estabelecimento. Cerca de dois minutos depois, os homens saíram da loja e fugiram em alta velocidade.
A polícia solicita a ajuda da população e informa que denúncias anônimas podem ser feitas pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou 181, do Disque-Denúncia.
Um dia antes da divulgação do mandado, Nata publicou um vídeo nas redes sociais, onde apresentou sua versão sobre o crime. Ele alegou ter agido em legítima defesa, afirmando:
““Eu puxei o gatilho da arma que era deles, eles apontaram a arma pra minha cabeça””
.
Segundo Nata, a discussão que levou ao crime começou por causa de uma dívida relacionada à compra de um carro. Ele afirmou ter adquirido um veículo avaliado em cerca de R$ 100 mil, tendo pago R$ 65 mil inicialmente e combinado quitar o restante depois. Nata alegou que as cobranças se intensificaram, resultando em conflitos.
Ele relatou que a situação se agravou quando Analdo, o dono da loja, sacou uma arma.
““Ele [Analdo] puxou a pistola que ele estava na cinta e apontou na minha cara. Na hora eu me assustei […] Ele estava com a pistola já na minha cara””
, disse Nata. Ele afirmou que, ao abaixar para olhar o celular que apitou, conseguiu tomar a arma de Analdo e disparou.
A defesa de Nata protocolou um pedido na Delegacia de Homicídios para formalizar a apresentação do investigado às autoridades. Como não houve retorno imediato para um interrogatório presencial, os advogados solicitaram que o vídeo com a versão do suspeito fosse anexado ao inquérito. A polícia continua a investigação e busca localizar o suspeito.

