No dia 7 de março de 2026, véspera do Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em rede nacional, apresentando as principais prioridades de seu governo para os próximos meses.
Durante sua fala, Lula enfatizou as medidas que pretende adotar para combater a violência contra a mulher. Ele também abordou o fim da escala de trabalho de 6×1, a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais e os efeitos colaterais das apostas.
Esses temas são considerados essenciais para aumentar a popularidade do governo até as eleições de outubro, quando Lula tentará seu quarto mandato. O presidente não mencionou a PEC da Segurança, que foi aprovada na Câmara dos Deputados após meses de negociações e agora segue para o Senado.
““Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher, é crime. E vamos sim, meter a colher”,”
disse Lula durante o pronunciamento. Ele também afirmou:
““é preciso avançar no fim da escala 6×1, que obriga a pessoa a trabalhar seis dias por semana e ter um só dia de folga. Está na hora de acabar com isso. Significará mais tempo com a família, mais tempo para estudar, descansar e viver. Essa é uma pauta da mulher brasileira”.”
Lula prometeu novas medidas para reduzir o endividamento causado pelo vício em apostas. Sua gestão criou um arcabouço regulatório sobre as casas de apostas, mas a adesão dos brasileiros a essas práticas continua alta.
““Os cassinos são proibidos no Brasil. Não faz sentido permitir que o jogo do tigrinho entre nas casas endividando as famílias pelo celular. Vamos trabalhar unindo governo, Congresso e Judiciário, para que esses casinos digitais não continuem endividando as famílias e destruindo lares”,”
afirmou o presidente.
Além disso, Lula destacou a implementação do ECA Digital, que visa proteger crianças e adolescentes nas redes sociais, restringindo o acesso às plataformas por menores de idade.
Uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no mesmo dia, mostra que Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno, mas está próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No segundo turno, Lula teria 46% dos votos contra 43% de Bolsonaro, com a diferença dentro da margem de erro de dois pontos.

