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Países do Golfo registram novos ataques com drones e mísseis neste domingo

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Países da região do Golfo Pérsico relataram uma nova onda de ataques com drones e mísseis na manhã deste domingo, 8 de março.

O Exército do Kuwait informou que uma “onda de drones hostis” teve como alvo depósitos de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait. Estilhaços e destroços das interceptações danificaram parte da infraestrutura civil. As forças armadas do Kuwait também interceptaram vários mísseis balísticos, conforme noticiado pela mídia estatal.

Além disso, o prédio da Instituição Pública de Seguridade Social do Kuwait foi atingido por um ataque de drone, com imagens geolocalizadas mostrando o edifício de aproximadamente 22 andares em chamas nas primeiras horas da manhã. A mídia estatal informou que não houve feridos.

Dois agentes de segurança de fronteira do Kuwait foram mortos na manhã de domingo “enquanto cumpriam seu dever nacional”, segundo a mídia estatal, que não forneceu mais detalhes. Não está claro se esse incidente está relacionado aos ataques ao aeroporto e ao prédio do governo.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita também relatou ter sofrido ataques com drones, interceptando pelo menos 21 drones na madrugada de domingo.

No Bahrein, o Ministério do Interior informou que três pessoas ficaram feridas e um prédio universitário foi danificado por “fragmentos de mísseis”. Uma usina de dessalinização de água também foi danificada, mas a Autoridade de Eletricidade e Água afirmou que o ataque não afetou o abastecimento de água nem a capacidade da rede de distribuição.

As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos estavam “atualmente respondendo a uma ameaça de míssil”, conforme publicado pela Autoridade Nacional de Gestão de Emergências, Crises e Desastres na manhã de domingo.

Esses ataques ocorrem após o pedido de desculpas do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, às nações do Golfo no sábado, pelos ataques com drones e mísseis da semana passada contra bases americanas na região. Ele afirmou que o Irã cessaria os ataques a seus vizinhos, a menos que fosse atacado.

““Se os países da região não cooperarem no ataque dos Estados Unidos contra nós, não os atacaremos”, esclareceu o gabinete de Pezeshkian.”

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