A CEO da Ânima Educação, Paula Harraca, destacou a força da mulher no mercado de trabalho. Em entrevista, ela compartilhou sua trajetória e os desafios enfrentados ao longo da carreira.
Nascida em Rosário, na Argentina, Paula cresceu em um ambiente que valorizava a educação, sendo filha de uma professora. Ela cursou administração em uma escola de negócios, mas enfrentou dificuldades financeiras e precisou solicitar uma bolsa de estudos. Após concluir o curso, voltou à instituição para quitar a dívida.
Em 2003, Paula ingressou como trainee na ArcelorMittal, onde começou sua carreira em um setor historicamente dominado por homens. Ao lembrar de seus primeiros dias na empresa, ela disse: “Naquela época nem se falava em diversidade ou inclusão. Eu usava um uniforme que era exatamente o mesmo para homens e mulheres. Ficava um negócio horroroso, apertado, nada pensado para o corpo feminino. Eu me sentia um ‘playmobil’.”
Após anos de trabalho e superação de obstáculos, Paula chegou ao cargo de diretora-chefe em 2021. No entanto, ela decidiu renunciar ao cargo quando percebeu que não era mais feliz na função. O convite para assumir a presidência da Ânima veio de Daniel Faccini Castanho, cofundador da companhia, e Paula assumiu o cargo em 2024.
Sobre a presença feminina no mercado, Paula acredita que as mulheres trazem características importantes para a liderança, como empatia e cuidado. “A mulher se preocupa com os vínculos, com as sutilezas, com o emocional das pessoas, com a saúde do colaborador e com o cuidado de forma mais ampla”, afirmou.
Paula também ressaltou a importância da educação na transformação da sociedade. “Se eu pudesse deixar um legado, seria reforçar que a educação é o mais importante de tudo. É ela que transforma a sociedade. A educação é o início de tudo e é uma responsabilidade coletiva”, disse.
Para as mulheres que aspiram a posições de liderança, Paula aconselha a confiar na própria trajetória e a não limitar os próprios sonhos. “Nunca subestime a sua força. A força da mulher é incrível. A primeira ousadia é sonhar”, concluiu.


