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Ato em São Paulo no Dia Internacional da Mulher pede combate ao feminicídio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Cerca de 3 mil pessoas participaram de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A manifestação, organizada por diversas organizações civis, buscou chamar atenção para o combate ao feminicídio, a igualdade de gênero e criticou a jornada de trabalho 6×1.

Entre as entidades presentes estavam a Apeoesp, Bancada Feminista, Central Classe Trabalhadora, União Nacional por Moradia Popular, SimproSP e o Movimento de Mulheres de Olga Benário. O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a ONG More in Common estimaram a presença de 3,1 mil pessoas, com uma margem de erro de 12%, indicando que o número de participantes poderia variar entre 2,8 mil e 3,5 mil.

O ato começou por volta das 14h14, mas a chuva dispersou parte da manifestação. Um único voo de drone foi realizado para contagem, mas não foi possível confirmar se foi o pico de presença. A contagem foi feita com o auxílio de fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial.

Além do ato, dados do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) revelaram que uma medida protetiva contra agressores foi concedida a cada quatro minutos, totalizando 21.440 decisões entre janeiro e fevereiro deste ano. O número de medidas protetivas concedidas aumentou 994% nos últimos dez anos, passando de 10.804 em 2015 para 118.258 em 2025.

As medidas protetivas, previstas pela Lei Maria da Penha, são ordens judiciais que visam proteger vítimas de violência doméstica. Elas podem incluir restrições ao porte de armas, proibição de aproximação da mulher e encaminhamento da vítima para abrigos. Apesar do aumento no número de medidas, o monitoramento eletrônico de agressores ainda é restrito, com apenas 189 sendo monitorados atualmente por tornozeleira eletrônica em um total de 1.250 equipamentos disponíveis no estado.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que o monitoramento só pode ser realizado mediante solicitação e autorização do Poder Judiciário. O descumprimento da medida protetiva é considerado crime e pode resultar em prisão.

““A maioria das vítimas de feminicídio desta semana em SP tinha medidas protetivas”, afirmou a SSP.”

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