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Internacional

Redução da presença militar da China perto de Taiwan gera incertezas

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 06:38
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Taiwan não registrou a presença de nenhum avião militar chinês ao redor da ilha em nove dos últimos dez dias. Essa situação gerou dúvidas entre analistas sobre os motivos da redução da mobilização das forças da China, que considera Taiwan parte de seu território.

Nos últimos anos, a China intensificou a pressão militar sobre Taiwan, com o deslocamento de caças e navios de guerra quase diariamente. No entanto, desde 28 de fevereiro, apenas dois aviões chineses foram registrados em um período de 24 horas nas imediações de Taiwan, conforme levantamento da AFP baseado em dados do Ministério da Defesa taiwanês. Em comparação, no mesmo período do ano passado, foram detectados 86 aviões.

Esse é o maior período sem detecções desde que a AFP começou a registrar os números em 2024. Ao mesmo tempo, a média de seis navios militares chineses foi detectada por dia ao redor da ilha nos últimos dez dias, número semelhante ao registrado no mesmo período em 2025.

Analistas apontam diversas razões potenciais para a queda expressiva na presença de caças. Entre as possibilidades estão as reuniões políticas anuais da China, conhecidas como “Duas Sessões”, que ocorrem atualmente em Pequim, e os recentes expurgos na hierarquia militar. Também é mencionada a viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim, onde se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, além do conflito no Oriente Médio.

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“”Eu não esperava ficar preocupado com a interrupção das operações do EPL (Exército Popular de Libertação) ao redor de Taiwan, mas a falta de uma explicação racional é desconcertante”, escreveu Drew Thompson, da Escola S. Rajaratnam de Estudos Internacionais, vinculada à Universidade Tecnológica de Nanyang, de Singapura.”

Ben Lewis, da consultoria PLATracker, afirmou que “é uma interrupção significativa em uma atividade de rotina”. Ele acrescentou: “Quanto mais tempo persistir a lacuna de atividade, mais preocupado eu ficarei com as implicações mais amplas, mas não vi nenhum indício de que a China estaria se preparando para qualquer ação militar importante”.

TAGGED:análiseBen LewisChinaDonald TrumpDrew ThompsonEscola S. Rajaratnam de Estudos InternacionaisMilitarPequimPLATrackerTaiwanUniversidade Tecnológica de NanyangXi Jinping
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