A letalidade policial no Alto Tietê apresentou uma queda de 11,11% em 2025, conforme dados do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A cidade de Itaquaquecetuba se destacou negativamente, concentrando 40% das mortes decorrentes de intervenções policiais na região, totalizando 11 ocorrências.
No total, foram registradas 27 mortes relacionadas à letalidade policial no Alto Tietê durante o ano. Destas, 22 ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e cinco em dias de folga. Apenas uma das mortes foi atribuída a um agente da Guarda Civil Municipal fora do horário de trabalho, enquanto as outras 26 foram causadas por policiais militares em horário de serviço.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirmou que todas as ocorrências de mortes decorrentes de intervenção policial são rigorosamente investigadas pelas Polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário.
““Desde 2023, mais de 1,2 mil agentes foram presos, demitidos ou expulsos das corporações por desvios de conduta no estado de São Paulo”, informou a SSP.”
Itaquaquecetuba liderou o número de mortes na região, seguida por Mogi das Cruzes e Suzano. Entre 2017 e 2025, a cidade registrou 82 mortes, representando 29,9% do total de mortes por intervenção policial no Alto Tietê.
Em 2025, Itaquaquecetuba teve um aumento de 120% nas mortes em relação a 2024, quando foram registradas cinco ocorrências. Desses 11 casos, 10 envolveram policiais militares em horário de trabalho.
A Prefeitura de Itaquaquecetuba declarou que não houve registros de mortes decorrentes de intervenção da Guarda Civil Municipal durante o exercício do serviço nos últimos cinco anos. O único caso envolvendo um agente da GCM foi em 2023, caracterizado como excludente de ilicitude.
““Os guardas civis municipais passam por capacitações contínuas e orientações diárias quanto ao uso progressivo e escalonado da força”, afirmou a Prefeitura.”
A SSP também destacou que houve uma redução de aproximadamente 25% nas mortes decorrentes de confrontos com policiais em serviço nos dois primeiros anos da atual gestão, em comparação aos primeiros anos da gestão anterior. A pasta continua investindo em tecnologia e capacitação profissional para reduzir a letalidade policial.

