Um vídeo gravado dentro de um elevador expõe o deboche de jovens após o estupro coletivo de uma estudante de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime ocorreu em um prédio no fim de janeiro e envolveu quatro homens e um menor de idade.
No vídeo, os agressores aparecem comemorando e fazendo piadas enquanto deixam o apartamento. Um deles diz: “A mãe de alguém teve que chorar, porque as nossas mães hoje…”. O delegado Angelo Lages comentou sobre as imagens: “Essas imagens são chocantes. Faltam até palavras e adjetivos para narrar o que representa esse tipo de conduta”.
A estudante foi convidada ao apartamento por um colega de escola, um menor de 17 anos, com quem já havia se relacionado. Imagens de câmeras de segurança mostram a vítima chegando ao prédio às 19h25, acompanhada do menor, e três dos cinco jovens entrando no local às 19h24. Segundo o depoimento da vítima, ela foi levada ao quarto para namorar, momento em que os outros quatro jovens invadiram o cômodo.
Ela relatou que negou todas as tentativas de convencimento para ter relações com os amigos do garoto, mas foi imobilizada e trancada no quarto. O relato aponta que, por aproximadamente uma hora, os cinco se revezaram nas agressões sexuais e físicas. O delegado Lages afirmou que as lesões confirmadas pelo IML são compatíveis com o depoimento da vítima.
Após o crime, câmeras do prédio registraram o menor e a vítima deixando o apartamento. O menor continuou frequentando a escola e, segundo a família, passou a rondar a irmã mais nova da vítima, de 12 anos. Assim que o caso se tornou público, outras vítimas procuraram a polícia.
Uma mãe relatou que sua filha, então com 14 anos, foi violentada por parte do mesmo grupo. Outra jovem, hoje maior de idade, contou ter sido abusada em uma festa por um dos acusados. Ela afirmou que nunca contou por não ter assimilado o trauma até ver o caso da adolescente de 17 anos.
O Colégio Pedro II, onde os jovens estudam, afirmou que todas as denúncias são acolhidas e que abriu processo disciplinar, que pode resultar no desligamento compulsório dos envolvidos. Quatro maiores de idade se entregaram e foram encaminhados ao sistema penitenciário, enquanto o menor foi apreendido e levado ao Degase. As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que irão provar inocência no decorrer do processo.


