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Operação desmantela esquema de fraude ligado ao Comando Vermelho com prejuízo de R$ 136 milhões

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) deflagrou nesta segunda-feira, 9, uma operação interestadual para desmantelar um esquema de fraude financeira ligado ao Comando Vermelho (CV). O grupo movimentou mais de R$ 136 milhões e realizava lavagem de dinheiro.

Ao todo, 38 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na capital fluminense, na Região Metropolitana, na Região dos Lagos e no estado do Rio Grande do Sul. Até o momento, um homem foi preso, encontrado em um carro de luxo roubado.

Como parte da ação, foram bloqueados bens, imóveis de luxo do grupo e contas bancárias dos envolvidos. Dois imóveis de alto padrão foram apreendidos em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A operação visa apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis, valores e bens de alto valor que podem provir de atividades ilícitas. A Polícia Civil informou que “a ofensiva tem como alvo uma complexa estrutura criminosa responsável por fraudar instituições financeiras por meio da abertura irregular de contas empresariais, obtenção indevida de crédito e ocultação da origem dos valores obtidos ilegalmente.”

As investigações começaram após uma denúncia de uma instituição financeira que notou irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão fraudulenta de crédito, resultando em um prejuízo superior a R$ 5,2 milhões. Os agentes analisaram relatórios de inteligência financeira e identificaram movimentações de alto valor “incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos envolvidos”.

Os policiais detectaram um “sistema estruturado para movimentação e ocultação de valores ilícitos em larga escala”. As investigações revelaram a existência de um operador financeiro principal, responsável por transacionar cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses.

A Draco descobriu que esse criminoso também atuava em golpes relacionados a seguros, utilizando empresas fictícias e “laranjas” para obter indenizações de forma ilegal. Outros operadores financeiros envolvidos possuem antecedentes criminais por delitos como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa.

A Polícia Civil afirmou que há “indícios de que parte dos recursos obtidos por meio das fraudes era destinada ao financiamento de atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas”.

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